Com o objetivo de fortalecer a luta contra a aprovação do projeto de lei 1.992/2007 na Câmara dos Deputados, o presidente Pio Giovani Dresch viajou para Brasília nesta terça-feira (28/2), dia em que está prevista a votação do PL. A proposta cria um fundo de Previdência Complementar para os servidores públicos federais titulares de cargo efetivo e também fixa o limite máximo para a concessão de aposentadorias e pensões ao teto pago pelo Regime Geral (RGPS), atualmente em R$ 3.691,74. Acima deste valor, o funcionário deverá aderir à nova Fundação da Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp), que será criada caso o projeto de lei seja aprovado.
“Mesmo que não envolva o setor público estadual, a matéria é de extrema importância para nós porque pode abrir caminho para mudanças também no regime previdenciário do Rio Grande do Sul”, afirma Pio Dresch. O magistrado lembra que, tanto no Brasil quanto em outros países, já houve quebras de fundos privados de Previdência que deixaram seus beneficiários desprotegidos. “Existem fortes interesses políticos e econômicos por trás dessa iniciativa, pois a previsão é de que este fundo de pensão do servidor público federal possa movimentar até R$ 20 bilhões nos próximos cinco anos.”
No começo de fevereiro, na reunião do Conselho de Representantes da AMB, o presidente Pio Dresch propôs uma mobilização da Magistratura contra o PL 1.992. Hoje, ele estará junto nesta luta, na Capital Federal, ao lado de outras lideranças das Associações de Magistrados que foram conclamadas pela entidade nacional, para reafirmar a posição histórica da AJURIS de que se trata de uma questão de interesse de todo o serviço público.
fonte: Imprensa/AJURIS






